Reunião de posse da nova gestão:

Dia 01/12, às 18h, no espaço estudantil!
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Segundo turno na USP

Chegamos ao segundo turno das eleições para reitor/a da USP. Agora, o colégio eleitoral reduz-se a 330 pessoas - 0,3% da comunidade universitária. A maioria do colégio, 85%, é de professores titulares. Esse número, além de ser uma parcela que não respeita as previsões da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), deixa claro que a lista tríplice a ser enviada ao governador do Estado é escolhida por uma minoria mesmo entre os professores. Os estudantes têm apenas 34 votos no segunto turno! Os funcionários apenas 3 votos!!!
Sem dúvida, passamos pelo processo de escolha mais antidemocrático e restrito do país. A falta de democracia em nossa Universidade se reflete em todas as decisões que são tomadas sobre seus rumos: estão distantes do conhecimento e da participação da comunidade universitária. Como não podia deixar de ser, muitas dessas escolhas são contrários aos interesses da maioria dentro da USP. O que faremos em relação a isso?
Nossa participação nesses processos é fundamental para que a Universidade seja de fato um espaço construído, pensado e defendido por muit@s estudantes, funcionári@s e professores/as. Convidamos tod@s ao ato no dia 10 de novembro na Reitoria (CO). Queremos democracia na USP!
Gestão "Canto Geral"

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Boletim e Programação: Democracia na USP

Após uma Assembléia em nosso curso com a pauta de democracia, o CEUPES e os outros Centros Acadêmicos da FFLCH convidam a todos para os debates abertos com os candidatos a reitor que acontecerão em nossa unidade. É muito importante a presença e intervenção de todos neste processo de “eleição” que marca a história da nossa universidade após os acontecimentos do primeiro semestre. É neste momento que os estudantes devem expressar sua opinião sobre a participação da comunidade universitária na estrutura de poder antidemocrática da USP.
Essas são boas oportunidades para discutirmos os programas dos candidatos para a universidade! Venha e faça a sua pergunta! Segue a programação:

- Prof. Dr. Francisco Miraglia – 05/10/09 – 17h30 – sala 102 do Prédio de Letras
- Prof. Dr. Wanderley Messias – 07/10/09 -14h00 – sala 107 do Prédio de Letras
- Prof. Dr. Glaucius Oliva – 08/10/09 – 10h00 – Salão Nobre do Prédio da Administração da FFLCH
- Prof. Dr. Armando Corbani Ferraz – 13/10/09 – 10h00 – Anfiteatro de História
- Prof. Dr. Rui Alberto Corrêa Altafim - 13/10/09 – 15h00 – 102 e 107 do Prédio de Letras
- Prof. Dr. João Grandino Rodas - 14/10/09 – 15h30 – 107 do Prédio de Letras
- Prof. Dr. Sylvio Barros Sawaya – 15/10/09 – 14h00 – 107 do Prédio de Letras
- Profa. Dra. Sônia Penin – 16/10/09 – 14h00 – Anfiteatro de História

No dia 08 de outubro, nesta quinta-feira, às 17h00, no Auditório da Administração da Escola Politécnica, o Jornal do Campus marcou um debate fechado entre os reitoráveis que tem como convidado ninguém mais que o governador José Serra. Em um processo vertical, no qual pouco mais de mil e quinhentas pessoas (apenas 2%) decidem pelas cem mil pessoas que compõem a USP a lista de três nomes a partir da qual o governador decide quem estará à frente da universidade. Desta forma, é pouco provável que qualquer Reitor da USP tenha autoridade suficiente para que, legitimamente, em nome da comunidade universitária, possa se contrapor aos desejos do Governador do Estado. Por esses motivos, a Assembléia Geral e o Conselho de Centros Acadêmicos da USP marcaram um ato e paralisação neste dia.

A Associação dos Docentes (ADUSP) também marcou um debate, aberto a todos, entre os candidatos. O debate será no dia 13 de outubro no Instituto de Oceanografia.

Já o dia 20 de outubro marca o primeiro turno das eleições para reitor. Deste turno sai uma lista de oito professores titulares mais votados, e destes oito serão tirados os três mais votados do segundo turno compondo a lista tríplice. Conforme foi tirado nos fóruns do movimento ocorrerá um ato em frente à reitoria ao meio-dia.

Contamos com a presença de todos, Gestão “Canto Geral”

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Boletim de Agosto

Balanço do Primeiro Semestre

Bem vind@s ao segundo semestre de 2009! A Gestão Canto Geral, como forma de restabelecer o contato com tod@s, compartilha neste boletim um breve balanço da primeira parte do ano e também traz nossas perspectivas para o segundo semestre.
Nas Ciências Sociais, passamos por um processo que busca, cada vez mais, integrar @s estudantes na vida política da USP, fazendo do CeUPES a referencia para isso. Para tanto, é preciso construir as pautas coletivamente, privilegiando os espaços de formação política democráticos. Para tanto, atividades como os “Café com CeUPES” e a “SeCS” trouxeram boas experiências, possibilitando o maior diálogo entre nós e o contato com perspectivas além da USP. E, o principal: resultaram numa maior participação nos espaços coletivos, como as Assembléias. Afastando esses espaços da truculência e das decisões minoritárias, a luta por uma educação publica é capaz de expandir.
E este 2009 começou já com muita luta em torno da UNIVESP. Projeto do Governo estadual que desmascara sua real responsabilidade com a Educação Pública. Muitos debates foram realizados em nosso curso, armando @s estudantes para questionar qual é a formação que esperamos da USP. Acumulamos forças para ampliar nossa mobilização, fortalecendo o movimento estudantil da USP em torno da real situação da educação pública no estado de São Paulo.
Porém, o mês de Junho mudou o curso dos acontecimentos e deu o tom para 2009. Após a entrada da PM no Campus, e do fatídico dia 09 de Junho, tornou-se evidente que a estrutura antidemocrática e autoritária que está montada na USP chegou ao seu limite. A greve de estudantes, que até então não havia tomado espaço nas Ciências Sociais, tornou-se necessária para centralizar todas nossas atenções e esforços em expandir a mobilização. Optamos, em assembléias muito polarizadas, mas com grande participação de estudantes, por ampliar a greve esgotando ao máximo o diálogo. Diferente do “cadeiraço”, que em nada contribuiria e esclareceria para aderir à greve naquele momento, fizemos das passagens em todas as salas do curso a melhor oportunidade para chamar, estudantes e professores, ao debate, à formação política coletiva, aos espaços de decisão.
Em resposta à opção da reitoria em calar os movimentos sociais com apoio da Polícia, estudantes, funcionários e professores saíram às ruas chamando o “Fora Suely”. Em um dos atos, reuniram-se mais de 3000 pessoas em frente à Faculdade de Direito Largo São Francisco. Neste episódio, o diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, chamou à Polícia Militar fechar aquela unidade, demonstrando, mais uma vez, que não há espaço para o questionamento democrático nesta Universidade. Durante semanas, a USP tomou espaço em veículos de comunicação de destaque, como a “Folha”, com grandes nomes da USP questionando a insensatez do acontecimento que, novamente, expôs à sociedade uma Universidade de São Paulo fechada à maioria de sua própria da comunidade.
Chegamos ao final do primeiro semestre sem que a greve dos estudantes tenha conseguido alcançar maiores êxitos porque a mobilização durou o tempo da iniciativa espontânea d@s estudantes. Muit@s não encontraram respaldo no Movimento Estudantil para a insatisfação que tomou conta da USP. Faltou ao movimento estudantil uma organização que desse conta de concatenar os mais diversos cursos em torno de uma pauta unificada, fortalecendo a ampliando as perspectivas para nossa atuação na luta por democracia na USP.
Mas este segundo semestre abre novas possibilidades. Neste sentido, os últimos acontecimentos foram importantes por reascender os ânimos pela necessidade de lutar em defesa da educação publica, por mobilizar grande parcela de estudantes em questões coletivas. Se a USP há muito tempo está na contramão dos interesses da sociedade, incapaz de integrá-la ao conhecimento aqui produzido, muito deve-se à estrutura antidemocrática que tem, hoje, como maior expressão, as eleições da reitoria. Agora, é inegável que não há espaço para diferenças na USP, não há espaço para a participação da maioria nos rumos da Universidade. Dando continuidade à politização d@s estudantes em torno dessa questão, nos cursos, uma Campanha pela Democracia na USP deverá chegar casada com os problemas específicos afinal, é na luta cotidiana que ficamos mais sensíveis à impossibilidade do diálogo nesta Universidade.
A verdadeira história dos 75 anos da USP tem sido escrita pelos movimentos sociais na luta pela educação pública, de qualidade, o que demanda questionar os autoritarismos que tomam conta dos órgãos universitários, fazendo valer interesses particulares acima dos anseios coletivos. Apenas começamos a escrever uma nova história.
***
Estrutura de Poder na Universidade
A Carreira Docente e o Poder na Universidade
O ponto de partida da carreira docente é a posse do título de doutor, reconhecido ou outorgado pela USP. Em posse deste título pode-se concorrer a uma vaga de professor doutor, por concurso e assim ele inicia suas funções de ensino, pesquisa e extensão. Ele assume desta forma algumas responsabilidades e possibilidades.
Ocorre que o título de doutor não é o último título da carreira acadêmica. Há também o título de livre docente que, entre outros requisitos, tem como obrigatoriedade que haja publicações no nome do pretendente – ou seja, geralmente quem pleiteia a livre-docência está vinculado a alguma instituição que possibilite pesquisa e sua posterior publicação. Com o título de livre-docente, aquele que era professor doutor passa automaticamente a assumir o cargo de professor associado, com estabelecida compensação salarial. For fim, o professor com título de livre docência, professor associado da USP, pode concorrer ao cargo de professor titular, que possibilita ser diretor de unidade, chefe de departamento e reitor.
De forma geral, com a reforma na carreira docente que ocorreu no início do ano, a estrutura em ordem “hierárquica” passou a ser, professor: Doutor 1, Doutor 2, Associado 1, Associado 2, Associado 3, Titular.
Do Conselho Universitário até a Reitoria
Para além de representações questionáveis, como a das Federações da Agricultura, Indústria e Comércio no Conselho Universitário, é importante destacarmos a composição docente no Conselho Universitário (CO). Com certeza reitor, vice e pró-reitores, são titulares, os diretores podem ser titulares ou associados 3, que continuam, mesmo assim, sendo ínfima minoria dos docentes da USP. Compõe o Conselho Universitário também todos os diretores de unidade e mais um representante de cada nível docente (doutor, associado e titular). Por fim, a representação discente se dá em proporção ao número de professores já instalados no conselho. Os alunos contam com representação correspondente a 10% do número de docentes no conselho. Já os funcionários da USP contam com um número fixo de três representantes no conselho.
Agora, passemos a eleição para reitor, que é descrita no artigo 36 do Estatuto da USP. O processo é composto de dois turnos, onde no primeiro turno votam os integrantes do Conselho Universitário, dos Conselhos Centrais, cuja composição segue os mesmos critérios das do conselho Universitário apresentadas acima, e os componentes das Congregações de Unidades. Deste turno sai uma lista de oito professores titulares mais votados, e destes oito serão tirados os três mais votados do segundo turno, sendo que neste as Congregações deixam de fazer parte da votação. Além disso, palavra final é externa à Universidade, cabendo ao Governador escolher o nome dentre uma lista tríplice.
Uma breve análise. No segundo turno votam apenas os componentes do Conselho Universitário e dos Conselhos Centrais. No Conselho Universitário, os pró-reitores são nomeados pelo reitor, os diretores de unidades, a partir de uma lista tríplice, mas pelo reitor também. Além disso, os componentes dos Conselhos Centrais, que podem ser doutores, representam as comissões, sendo necessário que participem delas nas suas respectivas unidades. Entretanto, para fazer parte de uma comissão, o docente tem de ser indicado pelo presidente da comissão, que por sua vez é indicado pela congregação das unidades e seu presidente. Assim, é pouco provável que qualquer Reitor da USP tenha autoridade suficiente para que, legitimamente, em nome da comunidade universitária, possa se contrapor aos desejos do Governador do Estado.
Fazer parte da comunidade universitária da USP hoje coloca a todos nós em uma situação de passividade no que é referente aos rumos desta Universidade. As práticas da reitoria nesta última gestão - que chocaram não somente a comunidade universitária, mas também a sociedade - expôs toda a arbitrariedade que não é traço particular de um, mas sim da estrutura de poder da USP como um todo. Estrutura esta que garante a resposta da universidade a interesses específicos de um setor desde a sua constituição, e que possui os dispositivos para calar aqueles que não apresentam concordância com tal projeto. Alunos, professores e funcionários são isolados do centro decisório da USP, deixando nas mãos de poucos os rumos da maior instituição do ensino público do Estado de São Paulo. Não há espaço para a disputa de um projeto alternativo para a universidade, num momento em que a educação tem de ser repensada, juntamente com os rumos da nossa sociedade, dos grandes problemas que apresenta. O que fica claro neste momento é que para a maioria dos que fazem a universidade funcionar – dentro e fora dos muros da universidade – não é concedido o direito de opinar sobre a sua atividade e sobre os seus fins.
O estatuto da USP e artigos sobre a “estrutura de poder da USP” estão disponíveis no blog do CEUPES: ceupes2009.blogspot.com

domingo, 31 de maio de 2009

E o Movimento de Área das Ciências Sociais? Encontro Regional de Estudantes de Ciências Sociais – ERECS

Nacionalmente os estudantes de vários cursos se organizam para pensar suas pautas específicas no chamado movimento de área. O movimento de área de cada curso pode funcionar através de executivas nacionais, federações, coordenações nacionais ou em outras entidades. Normalmente encontros nacionais são realizados para que os estudantes possam realizar debates sobre seus cursos e pensar perspectivas nacionais de atuação.
Além dos encontros nacionais, o movimento de área se constrói também em espaços regionais.
O movimento de área da Ciências Sociais costuma se organizar em quatro regionais, que devem fortalecer o debate entre @s estudantes e ajudar no fortalecimento do Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais (ENECS). As quatro regionais nas quais os estudantes de CS se organizam são a regional norte-nordeste, a regional centro oeste, a regional sul e a regional sudeste. Infelizmente a regional sudeste, composta pelas escolas de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo não realizou seu encontro regional no último ano e este ano também não tem previsto a realização de um Encontro. Mesmo nos últimos nos quais o ERECS existiu, a sua organização era muito frágil e não tinha ou tem avançado muito nos debates sobre suas pautas. Diante desse cenário as escolas de Minas Gerais se retiraram da regional sudeste desde 2006 e participaram como observadores do encontro da regional centro oeste.
A importância do movimento de área deve ser tratada em um espaço de debate, o CeUPES organizará um Grupo de Discussão sobre movimento de área para que possamos repassar os informes que temos e começar a instrumentalizar nossa intervenção no ENECS deste ano, que acontecerá em João Pessoa entre os dias 29 de agosto e quatro de setembro. Esta data, escolhida pela escola sede, dificulta imensamente nossa participação no ENCES, que acontecerá em período de aulas. Esse e outros pontos de discussão devem ou deveriam ser debatidos nas regionais, e o prejuízo de os realizarmos somente com os estudantes da USP é enorme.
Por isso a atual gestão do Centro Acadêmico convida tod@s @s estudantes de nosso curso a participarem como observadores do ERECS – Sul que acontecerá em Curitiba entre os dias 11 e 14 de junho.
Com a participação de alguns/algumas de nós neste espaço conseguiremos trazer para a USP o debate feito no ERECS sul, e a partir deste informes iniciar nosso GT movimento de área. É importante que @s estudantes da USP se disponham a participar deste e de quantos outros espaços existam no movimento de área de Ciências Sociais para que possamos relançar nosso movimento como mais um espaço de articulação estudantil nacional.
O preço da inscrição é 30,00 se realizada até o dia 5 de junho. Depois dessa data o valor da inscrição passa a ser 40,00. O pagamento da inscrição dá direito a participação nos debates, três refeições por dia e alojamento (em um salão ou área para acampamento).
***
O valor do ônibus mais barato para Curitiba é de aproximadamente 40,00 pela empresa Eucatur que tem saída do Terminal Rodoviário do Tietê (40,00 ida e 40,00 volta).
O depósito IDENTIFICADO da TAXA DE INSCRIÇÃO deve ser feito no caixa das Agências do Banco do Brasil; a Comissão Organizadora do evento indica que o extrato e o número do depósito sejam guardados, pois serão o único comprovante de pagamento.
Os dados bancários para depósito são:
Nome: Maria Otávia Battaglin Loureiro
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0009-4 / Conta:49.780-0
Até lá,
Gestão "Canto Geral"

domingo, 24 de maio de 2009

Boletim da semana (25/05 - 29/05)

Em 2009, a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) foi aprovada no primeiro Conselho Universitário do ano sem que houvesse nenhuma discussão com a comunidade universitária. A questão do financiamento das estaduais paulistas e a repressão ao movimento social da universidade que culminou com a demissão de um dirigente sindical no fim de 2008 também chamaram a atenção dos estudantes.
Na última assembléia geral, os estudantes decidiram tirar um Indicativo de Greve para o dia 28/maio contra a UNIVESP, pelo Aumento de Verbas e Contra a Repressão ao movimento social na Universidade. O indicativo serve para os cursos refletirem sobre as pautas, sobre a mobilização no seu curso e sobre a conjuntura do movimento estudantil na Universidade. Desta forma, os alunos de ciências sociais poderão fazer um balanço político e avaliar quais são as ações que poderemos ter no próximo período.
O posicionamento do Curso de C. Sociais será tirado na assembléia de curso que acontecerá na próxima terça-feira (26/maio) e levado para a Assembléia Geral dos Estudantes que acontecerá no dia 28/maio.
*
ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES DE CIÊNCIAS SOCIAIS
Pauta: Rumos da Mobilização e Indicativo de Greve
_Terça-feira (26/05), às 18h no Saguão do Prédio de C.Sociais/Filosofia_
*
GD CURRÍCULO
_Quarta-feira (27/05), às 18h no CeUPES_
*
ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA USP
Pauta: Greve dos Estudantes
_Quinta-feira (28/05), às 18h no Auditório de Aplicação da Faculdade de Educação_

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Boletim (19/05): Plenária para tiragem de delegados do “Comitê de Mobilização da USP”

O Movimento Estudantil da Universidade de São Paulo passa por um importante período em sua luta pela educação, por uma universidade pública, de qualidade e acessível a tod@s. Algumas questões estão na ordem do dia e @s estudantes tomaram como central três eixos: o Projeto Univesp, que esclarece muito do que é a política para a Educação no Estado de São Paulo; garantia de financiamento da universidade, que hoje está à mercê da arrecadação do ICMS; a criminalização dos movimentos sociais. Neste mesmo mês, realizamos duas paralisações, a primeira coincidindo com o início da greve d@s funcionári@s, a segunda com o dia de paralisação d@s docentes, ambas atividades referendas pelos fóruns destas categorias. Foram dias ímpares que possibilitaram o maior contato entre a comunidade universitária, ampliando o debate em torno destes eixos. Mas, para dar conseqüência a tudo que discutimos, para garantir uma alternativa que dê resposta a este momento, a participação coletiva em muito precisa ser expandida.
Neste sentido, na última assembléia da USP, realizada em 07 de Maio, uma das deliberações centrais foi a organização de um “Comitê de Mobilização da USP”. Este comitê deverá atender à necessidade de fazer chegar as pautas, de fomentar coletivamente uma perspectiva de atuação em torno dos eixos aos diversos cursos e unidades. Defendemos em Assembléia que o comitê fosse formado por 5 delegad@s de cada curso. Assim, ainda que os cursos estejam em ritmos diferentes, a participação democrática e ampla estará garantida, @s estudantes terão a oportunidade de protagonizar suas decisões. Convidamos a tod@s para, nesta quinta-feira dia 21 de Maio, participarem da Plenária das Ciências Sociais que definirá @s 5 delegad@s do curso a integrarem o “Comitê de Mobilização da USP”. É fundamental nossa participação de maneira a assegurar que a contribuição oferecida pelas Ciências Sociais, neste importante momento, trilhe o caminho da construção ampla e coletiva.
Quinta-feira – Plenária das Ciências Sociais para tiragem d@s 5 delegad@s no Saguão do prédio do meio, às 18h.
Observação importante: a plenária de quinta-feira, para de fato representar as Ciências Sociais, deverá acontecer atendendo a um quorum de 100 alun@s!

sábado, 2 de maio de 2009

Boletim: assembléia e paralisação

A Assembléia Geral da USP do dia 23/04 deliberou que no dia 5/05, terça-feira, será construída uma Paralisação dos Estudantes para que o debate em torno dos três eixos de mobilização possa ser expandido. Em nosso curso, nos últimos meses, temos discutido a importância de formularmos um projeto alternativo para a educação pública em contraposição à alternativa de precarização presente na proposta que o governo estadual oferece com a UNIVESP. Entre seus aspectos mais preocupantes, o programa pretende formar professores pela via do ensino à distância, além de mascarar o caráter elitista da universidade ao afirmar que, com o programa, será possível promover "expansão com inclusão social", obscurecendo a enorme demanda reprimida por ensino superior público, gratuito e de qualidade. Ao mesmo tempo, mais uma vez nos deparamos, neste início de ano, com a possibilidade de contigenciamento de verbas. É fundamental avançar no debate sobre o financiamento da educação e de, ao mesmo tempo, reivindicar mais verbas por uma educação de qualidade. Para que tal mobilização possa ter conseqüência, a comunidade universitária não pode permitir que a liberdade de organização continue a ser atacada. É preciso colocar em questão e combater a criminalização dos movimentos sociais.
Só podemos avançar para uma construção enraizada do debate político e da mobilização entre os estudantes se o Movimento Estudantil puder oferecer-se como alternativa de organização e construção de que todos possam ser parte. Assim, em nosso curso, precisamos discutir a paralisação proposta e a importância de que esta seja, de fato, construída coletivamente. Por isso, haverá uma Assembléia dos estudantes de Ciências Sociais na próxima segunda-feira, 4 de maio. Nesse espaço, poderemos ampliar o debate coletivo em torno das pautas e da mobilização na USP. Entretanto, só podemos superar as limitações na construção do Movimento Estudantil se os estudantes tomarem para si essa responsabilidade. Nesse momento, é ainda mais importante que possamos nos apropriar do debate e ser protagonistas na definição dos rumos do Movimento Estudantil.
ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES DE CIÊNCIAS SOCIAIS
SEGUNDA-FEIRA, 04/05, ÀS 18 HORAS NO SAGUÃO
PARALISAÇÃO DOS ESTUDANTES DA USP
NO DIA 5 DE MAIO (TERÇA-FEIRA)
PROGRAMAÇÃO:
- 8H: CAFÉ DA MANHÃ
- 10H: DEBATE SOBRE UNIVESP COM CARLOS VOGT (SECRETÁRIO DE ENSINO SUPERIOR), SELMA GARRIDO PIMENTA (PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO), DCE-LIVRE DA USP E ADUSP.
- 16H: ATO-DEBATE SOBRE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO COM DCEs DA USP, UNICAMP E UNESP.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Boletim do dia 27/04

COMITÊ DE MOBILIZAÇÃO DA CIÊNCIAS SOCIAIS
2ªFEIRA, 27 DE ABRIL, ÀS 18H NO ESPAÇO D@S ESTUDANTES
Conforme deliberação da primeira assembléia de curso, dia 16 de abril, que estipulou uma reunião do comitê de mobilização para estruturar as resoluções e os demais encaminhamentos tirados na última assembléia, chamamos para 27 de abril a reunião do comitê.
Visto que o movimento estudantil da USP, em seu último fórum geral, deliberou pro paralizaçaõ no dia 5 de maio, temos que organizá-la no nosso curso. Tod@s @s estudantes devem se inteirar da importância de construir o 5 de maio, cuja programação engloba uma série de debates e ações com pautas do movimento para esse ano (UNIVESP, financiamento da universidade e a criminalização do movimento estudantil). Neste dia, @s estudantes deverão se instrumentalizar para maiores mobilizações que a dinâmica de movimento hoje está chamando. Assim, a reunião do comitê da sociais deve discutir como organizará e enraizará o 5 de maio no curso. Colado a essa proposta, o CeUPES deverá produzir um boletim com o acúmulo das pautas vigentes e organizar passagens nas salas de aula.
Após a reunião do comitê na segunda, haverá na terça-feira um fórum do ME geral da USP com pautas a serem divulgadas em Kraft, no saguão.
ASSEMBLÉIA GERAL DA USP
28 DE ABRIL, 18H NA SEDE DO DCE
Na quinta-feira, 18h no Espaço d@s estudantes, haverá uma mesa sobre o Movimento Nacional. Este espaço dedica-se a debater a situação do movimento estudantil para além da USP. Para tanto, chamamos a UNE (representante da majoritária e representante da oposiçaõ de esquerda), CeUPES, um representante da gestão atual do DCE e um representante da comissão organizadora do Congresso Nacional dos Estudantes.
MESA SOBRE MOVIMENTO ESTUDANTIL NACIONAL
30 DE ABRIL, 18H NO ESPAÇO D@S ESTUDANTES

CeUPES, 27 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Boletim Assembléia do dia 16/04

Ao longo deste primeiro semestre de 2009, várias questões que expressam as contradições das estruturas da universidade vieram à tona. Ante a dinâmica e complexa conjuntura que se apresenta, os estudantes devem se posicionar de maneira politizada, fundada no debate amplo e político, a fim de se envolver, identificar e intervir nos problemas da universidade. Só com o debate muito bem enraizado entre os estudantes é que se pode indeferir o senso comum sobre as contradições da universidade e apontar perspectivas de ação coletiva, de reivindicação e mobilização.
Com o intuito de realizar todo esse processo crítico e de mobilização, o CeUPES, centro acadêmico que organiza o ME da sociais, realizou uma série de espaços, como Café com CeUPES e mesas de discussão. Pautamos questões latentes da conjuntura da universidade e urgentes de serem tratadas, dado o recrudescimento de seu desenvolvimento. Depois desse primeiro momento de informações, discussões e reflexão, chamamos uma plenária para tirar resoluções gerais sobre as pautas, UNIVESP e criminalização dos movimentos. Agora, com o acúmulo dos debates estruturado e sistematizado, convocamos para dia 16 de abril, 18h no saguão do prédio do meio, a primeira assembléia de curso. É nela que vamos deliberar o que o movimento da sociais vai fazer em relação aos problemas discutidos.Esse espaço deliberativo deve ser amplo e todas e todos devem se sentir à vontade para expor suas posições, caracterizando-o como democrático; para que assim seja, chamamos todas as estudantes e todos os estudantes de Ciências Sociais a participar da assembléia.
ASSEMBLÉIA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
16 DE ABRIL, QUINTA-FEIRA
18h, no saguão do prédio do meio.
Pautas:
- UNIVESP - Universidade Virtual do Estado de São Paulo
- Criminalização dos movimentos políticos
A UNIVESP, programa do governo estadual que financia um tipo específico e precário de ensino à distância, está em vias de implementação. Suas condições, seus objetivos e estatuto não foram nem minimamente discutidos no âmbito da comunidade universitária. O contexto histórico da implementação é o de uma crise econômica, implicando a menor arrecadação de impostos e a solução historicamente levada à cabo: corte de verbas para a educação pública. Assim, ainda com a proximidade das eleições, o governo se vale do argumento de que a UNIVESP é a porta de entrada para quem não pode freqüentar o ensino superior público, quando na prática, o que faz é gastar apenas R$ 3 mil para formar alguém ao invés de fomentar o acesso ao ensino presencial, investir em infra-estrutura e contratar professores; popularizar a universidade pública ao invés de elitizá-la mais ainda ao colocar o aluno mais pobre no ensino mais precário à distância. A primeira graduação aprovada pelo CO, nos marcos do EAD financiado pela UNIVESP, visa à formação de professores de ciência para o ensino básico público. Como formar professores que não se formaram com professores? Provavelmente, estamos diante de mais um meio de manter o ensino básico público sucateado através da má formação de professores. Que alternativas propositivas o movimento estudantil da sociais pode dar?
De igual importância, tem-se a corrente criminalização dos movimentos sociais e políticos dentro e fora da universidade. Hoje os funcionários sofrem com o enfraquecimento do sindicato por meio das demissões e represálias; vê-se estudantes com processos administrativos por se manifestarem politicamente. Também se vê que os próprios movimentos estão esvaziados, deslegitimados e têm demonstrado pouca capacidade de mobilizar massivamente sua categoria para as lutas. Tudo isso faz parte de um contexto de enfraquecimento dos movimentos, dissensões entre grupos com causas comuns e, por correlação de forças, de um fortalecimento político da reitoria. O que podemos fazer para reverter tal situação?
A presença de todas e todos é essencial para que façamos um movimento estudantil amplo, democrático, legítimo, ao qual os estudantes possam se identificar e que, assim sendo, seja de fato transformador.
CeUPES, 14 de abril de 2009.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Boletim UNIVESP

Ensino a Distância e o Programa UNIVESP
No dia 10 de fevereiro de 2009 aconteceu uma reunião do Conselho Universitário (CO) que aprovou sem nenhuma discussão ampla com a comunidade universitária o curso a distância em Licenciatura em Ciências. O curso fará parte da iniciativa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), projeto da secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo que visa atender à demanda por mais vagas no ensino superior público e criar um programa voltado para a formação de professores do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A idéia se baseia no formato do Ensino a Distância (EaD).
As atividades da UNIVESP estão previstas para serem implantadas a partir do primeiro semestre de 2009, através de diferentes módulos que serão descritos a seguir. O programa prevê o desenvolvimento das atividades pedagógicas por via do canal digital da TV Cultura, além de apoio via telefone e via internet. O formato deste primeiro curso de Licenciatura em Ciências prevê apenas metade da carga horária do curso realizada de forma presencial, nos pólos de apoio instalados na universidade. O projeto, a princípio, contará com oito docentes para um total de 360 alunos por ano. Ao final de quatro anos serão 1440, isto significa que cada docente será responsável por 180 alunos.
Discutir a UNIVESP é refletir sobre o Ensino Público do Estado de São Paulo e do Brasil. O projeto não diz respeito apenas ao Ensino Superior, mas apresenta conseqüências para todas as esferas de ensino. Se o projeto, de imediato, se figura como uma tentativa de democratizar o acesso ao Ensino Superior Publico, olhando mais atentamente e aprofundando-se na iniciativa podemos encontrar sérias limitações e a fragilidade e insegurança do programa.
*
... A Educação Brasileira
Uma pergunta precedente a este debate é: qual é, e qual deve ser, o papel da Educação Pública no Brasil?
Educar o nosso povo é, antes de tudo, torná-lo protagonista do seu futuro e autor de suas decisões; educar é permitir que a sociedade seja composta por mulheres e homens conscientes de si, a fim de refletir o meio em que se inserem, para que assim possam tomar para si a responsabilidade do futuro coletivo e constantemente transformar a realidade que vivem. Sabemos, porém, que não é dessa maneira que as autoridades publicas tratam a questão, e a história brasileira é marcada pelo aborto dos projetos educacionais de cunho emancipador.
O ensino meramente instrumental, privilegiado em detrimento deste caráter emanciapador, tem como fim a formação de braços e não a formação de mentes. A formação técnica e profissionalizante não pode andar descolada da formação crítica, caso contrário, teremos um país que não é de cidadãs e cidadãos, mas sim uma nação presa à inér cia da alienação.
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+ EaD: ferramenta ou método de ensino?
O EaD é uma ferramenta há muito conhecida d@s brasileir@s. Ao longo da história, serviu para complementar o conhecimento de profissionais nas mais diversas áreas. Porém, é inédito o fato do EaD ser tratado como instrumento chave da formação, deixando de ser uma ferramenta para tornar-se fundamental no método de ensino universitário.
Sem dúvida, o final do século XX tem como marco a crescente influência da internet e dos meios de comunicações virtuais no nosso cotidiano. A comunicação se tornou dinâmica e as distâncias virtualmente encurtaram; a busca por informações é fácil e o conhecimento é capaz de atingir um número maior de pessoas. Mas, se por um lado o EaD facilita no complemento educacional, por outro lado, pensá-lo como eixo central em um método de ensino pode trazer conseqüências desastrosas, estando o Ensino Publico brasileiro em um quadro já desolador.
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+ Alun@s Presentes
Partindo dessa verificação do papel da Educação, afirmamos que a sala de aula deve ser pensada como um ambiente de discussão horizontal, em que professores e professoras cumprem o papel de nos orientar nas possibilidades do aprendizado e de nos trazer perspectivas para nossa atuação, tornandonos agentes do ensino, agentes de sua formulação e prática, dentro e fora da Universidade. E isso se dá, também, no debate em sala de aula, na exposição de nossas dúvidas quando compartilharmos e construímos juntos, alun@s e professores(as).
De outra maneira, a relação pode ser verticalizada, tendo de um lado um(a) emissor(a) e de outro os receptores. Sem que o caminho da construção se dê ao inverso, a informação torna-se unilateral, e nós, alun@s, não participamos da nossa própria formação. A UNIVESP se apresenta à sociedade nesses marcos. São poucos os momentos que a relação alun@-professor(a) se dá de forma bilateral, já que são poucos os canais de diálogo abertos, estando presentes nas poucas aulas presenciais e em fóruns virtuais que não garantem a participação coletiva.
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+ O Ambiente Universitário
Há de se destacar que, para a educação efetiva, há ainda um “conteúdo oculto”, que não está presente nas salas de aula, mas nos corredores, nas conversas com @s colegas de curso, de faculdade; nas conversas com professores e professoras fora de aula; é um conteúdo rico em capacidade de ampliar nosso campo de interesse.
Além disso, o ambiente universitário assegura condições apropriadas para o estudo, para o desenvolvimento da iniciação científica, bem como laboratórios, centros de pesquisa e assistência social. São inúmeros benefícios que a Univesp não apresenta.
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+ E o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, como fica?
As universidades estão balizadas no tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, o que quer dizer que devem estar centradas na formacão efetiva em suas muitas competências, na elaboração e produção de conhecimento e no reflexo destes no meio social. Se a qualidade do ensino na UNIVESP é questionável, o que dizer da pesquisa e extensão? Quais são as perspectivas para reverter o conhecimento adquirido à distância em benefícios para a população? Uma Universidade que não cumpre com este papel social está descaracterizada e não apresentar razão de ser.
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O programa da UNIVESP se apropria da metodologia do EaD. Assim, devemos analisar como o ensino à distância está sendo introduzido no Estado de São Paulo.
Em diversos países o EaD tem sido adotado como uma ferramenta adicional ao ensino. Ou seja, ele á usado em situações extraordinárias nas quais algumas pessoas não têm como serem atendidas pelo ensino presencial, como detentos ou pessoas impossibilitados de locomoção, etc. No entanto, a Univesp tem como caráter substituir o ensino presencial, nesse caso, na formação do professor. De acordo com a Secretária de Ensino Superior, a implementação do programa se dará em três módulos a partir do primeiro semestre de 2009.
Primeiro módulo: “tem como foco a formação de professores em exercício nas redes pública e privada do estado. Nele está previsto a oferta de um curso de Licenciatura em Pedagogia e um curso de Licenciatura em Ciências, desenvolvidos a partir de experiências de sucesso realizadas na USP e na UNESP. O principal objetivo destas ofertas é promover a melhoria da educação no ensino infantil e no fundamental de 1a a 4a séries. Como mencionado anteriormente, isso representa um público-alvo de aproximadamente 35 mil professores”.
Segundo módulo: “contempla a oferta de vários cursos de licenciatura como Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa. Também para o oferecimento destes módulos serão incorporadas experiências, já testadas, de sucesso de nossas universidades estaduais paulistas”.
Terceiro módulo: “oferecerá cursos de capacitação, extensão, especialização e outras formas de educação para professores que já tenham um curso superior completo e que desejam seu aperfeiçoamento profissional. Estão programados, por exemplo, dois cursos de especialização: Especialização em Docência no Ensino Fundamental e Médio e Especialização em Gestão Escolar”.
Estudando o projeto com maior atenção, percebemos que se de início a EaD poderia atrair pessoas já formadas pelo ensino presencial, posteriormente, com uma reflexão mais profunda, observamos que a EaD não acaba com o problema da falta de estímulo presente em muitos professores da rede pública de educação. E que pior, se a EaD pode ser uma experiência positiva em alguns casos específicos, a experiência torna-se desastrosa quando usada como ferramenta essencial para formar professores com graves deficiências na formação. A ADUSP (Associação de Docentes da USP) afirma que o esse projeto poderá afetar duas gerações, a dos professores formados pelo programa e a dos alunos formados “pelos professores formados à distância”.
Além disso, o desenvolvimento da capacidade “prática” de ensinar não é a única dimensão da formação de um profissional da educação. “Este modelo, desenvolvido à distância através de mídias interativas e novas tecnologias da informação e comunicação, se organiza em projetos de cursos que partem do trabalho dos professores, exclusivamente em sua dimensão prática, reduzindo as possibilidades da mediação pedagógica necessária no processo de ensino, e não se sustenta quando confrontado com as condições de produção da vida material e da organização da escola e da educação, que demandam outras habilidades, capacidades e competências de seus educadores” (COSTA LOPES DE FREITAS, Helena, 2007).
Fonte: http://www.ensinosuperior.sp.gov.br/portal.php/univesp
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+ Quem educará @s brasileir@s de amanhã?
De inicio, a UNIVESP atuará na formação de professores e professoras que atuarão na rede básica de ensino. Esta fase da vida educacional das crianças é fundamental para o desenvolvimento futuro da sociedade. E é esta fase fundamental do ensino que sofre hoje com o descaso das autoridades publicas; escolas em péssimas condições e sem investimento publico, profissionais mal remunerados, salas lotadas.
Então, é nosso papel, quando se trata de discutir a UNIVESP e a qualidade do ensino que a iniciativa trará, questionar a quem o projeto vai formar para educar o país de amanhã.
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+ Financiamento
Não é a toa que o projeto da Univesp tem sido apresentando como uma salvação pelo governo estadual. A medida procura incluir mais estudantes nas estaduais públicas abaixo do custo normal de um estudante presencial. Estima-se que cada aluno custará aos cofres públicos apenas 3.000 reais durante toda a duração do curso, medida interessante para o Estado na atual situação de crise, em que áreas sociais centrais, como a educação, sofrem corte de verbas.
De acordo com a ADUSP, as despesas (incluindo as da União e do Estado em todas as instituições de ensino superior) não superam 0,3% do PIB paulista; comparando com os níveis de investimento no âmbito internacional esse percentual deveria ser superior a 1%. O programa é uma “solução” fácil e barata para uma falsa democratização do ensino superior público. O governo vende uma melhora na educação enquanto o acesso à educação pública de qualidade continua restrito. Não podemos deixar de traçar um paralelo, nesse caso, com outras iniciativas, como o aumento dos cursos pagos e o Pró-Uni.
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+ Alternativa ou desvio ao ACESSO?
Qual parcela da sociedade está hoje nas universidades federais e estaduais? Quem ocupa as salas de aula da rede publica de ensino superior? A educação básica relega a maior fração da sociedade, em todo o país, a péssimas condições de ensino que acabam, como conseqüência, por afastar essa maioria do Ensino Superior Público e de Qualidade. Democratizar o acesso é permitir que esse imenso setor social seja capaz de criar condições que lhe permitam a inserção no desenvolvimento, de transformar o que é hoje desigualdade e injustiça em igualdade e democracia.
A ampliação de vagas nas Universidades Públicas de maneira virtual vem se revestindo de um discurso democrático, enquanto uma alternativa ao acesso, quando se configura, antes, como um desvio, uma maneira de remediar um problemático quadro social, abrindo as portas do fundo ao Ensino Superior.